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 SÉRIE: FAMÍLIAS EM MISSÃO

FAMÍLIAS EXEMPLARES EM MISSÃO

 

 

 

 

“Hoje lhes dei a escolha entre a vida e a morte, entre bênçãos e maldições. Agora, chamo os céus e a terra como testemunhas da escolha que fizerem. Escolham a vida, para que vocês e seus filhos vivam! Façam isso amando, obedecendo e apegando-se fielmente ao Senhor, pois ele é a sua vida! (Deuteronômio 30.19,20a NVT)

Uma das interessantes peculiaridades da Bíblia é que ela, não esconde nada de bom ou ruim, que tenha sido praticado pelos seus personagens, sejam eles secundários ou protagonistas. Neste sentido, vamos perceber que também as famílias na Bíblia, não foram idealizadas para projetar sobre a humanidade futura, um modelo de família estereotipado, exemplar, espiritualizado, que ignorasse toda a fragilidade de nossa condição de seres dependentes da graça e do favor divinos.

Quando a Bíblia mostra os defeitos dos homens, até mesmo daqueles que possuíam algum destaque entre os israelitas, o faz dentro da total transparência dos seus relatos e no afã de mostrar para as gerações futuras que “tudo o que o homem semeia, colhe.” Maldições são decorrentes de pecados e a satisfação e o regozijo, frutos da comunhão com Deus. Há uma escolha a ser feita e Deus tem posto para nós a opção: vida ou morte; bênção ou maldição. O que escolheremos?

BOA CONDUTA FAMILIAR

Ainda bem que o número de famílias que souberam honrar a Deus, investindo na missão de frutificar valores éticos, morais, e espirituais, prestando excelente contribuição para a sociedade de seu tempo e dos tempos futuros! Foi uma contribuição maior que aquelas que apresentaram exemplos negativos de conduta. Vamos, então, considerar agora, em alguns exemplos positivos de famílias, que encontramos no Antigo Testamento:

A FRATERNIDADE E O SERVIÇO

Anrão pai de Moisés, levou sua família a vivenciar as virtudes da fraternidade e do serviço (Ex. 2.1-6.20) Homem da tribo de Levi (2.1), casado com uma tia, Joquebede (6.20), ele foi construindo um lar muito abençoado e tornou-se pai de um dos homens mais influentes da Antiguidade, Moisés (2.2-10). Além desse filho, o casal gera mais dois. Arão e Miriã, que vão terão ativa nos primeiros anos de libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio. Quando ainda menina, Miriã tem participação destacada na providência de uma babá para tomar conta do irmão, achado entre os juncos do rio pela filha do Faraó (2.5-7). Percebe-se na família um carinho fraterno, uma comunhão filial, e a disposição para o serviço, desde a presteza em salvar a vida de Moisés, até o envolvimento na construção da nação pós-cativeiro egípcio.

A UNIDADE E A LIDERANÇA

Moisés vem de uma família bem estruturada e vai também constituir uma família com esta qualidade. É moço tímido, não sabe falar direito, gagueja, mas não foge dos desafios (3.1-22). Ao reconhecer suas limitações – “Quem sou eu?” -, não deixou de reconhecer a santidade de Deus (3.11). É por isso que vai tornar-se o grande líder, estadista e legislador, que é usado por Deus para estabelecer o perfil de um povo embrionário, que Deus em breve dotará de território e fará dele uma grande nação. Casado com Zípora, uma midianita que lhe dá dois filhos aos quais chama Gérson e Eliézer (2.21,22; 18.1-4), Moisés exerce uma liderança compartilhada com Arão seu irmão, que vai trazer grandes benefícios, para o povo ainda duvidoso do que estava acontecendo e sem convicções de que, de fato, deveria ou não, deixar a servidão no Egito. Seu sogro, Jetro, vai ter papel preponderante no exercício da liderança em Israel, ao lhe dar conselhos colocados logo em prática (18.1-27), no sentido de delegar poderes e nomear líderes grupais em Israel. Apesar da dureza do exercício do poder era um homem que achava tempo para compor e cantar (15.1-19). Moisés teve a virtude de deixar um sucessor à altura, Josué.

O COMPROMISSO E A CORAGEM

Substituir o grande líder Moisés não foi tarefa fácil para Josué. Mas ele era um homem valoroso que sabia o que queria da vida e, acima de tudo, entendia que Deus estava com ele (1.1-9). Josué não queria outra coisa senão ter a aprovação de Deus. A síntese da sua vida familiar foi sua história de compromisso com Deus. Por isso lançou o desafio do arrependimento, fazendo bela declaração de fé: “escolhei hoje a quem haveis de servir”. E acrescentou: “Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (24.15).

Para todos nós, há uma escolha a ser feita e Deus tem posto para nós a opção: viver missionando os propósitos e valores divinos ou dar as costas para as coisas do alto. O que escolheremos?

 

Nota do editor: artigo compilado e adaptado, a partir de uma publicação de Josué E. Souza Soares, pastor batista, jornalista e escritor fluminense.

Daniel Motta, publicitário e arte-finalista, colaborador deste blog.